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Ao vivo é para poucos e bons

22 September 2009 2 Comments


Ótimo show  de Caio Marques abre o Curitiba Sônica para 54 pessoas

Quem vive em Curitiba ou sabe muito ou não sabe nada. O fato é que o no último sábado quem sabe muito viu e ouviu a primeira gravação, valendo pra valer, do Curitiba Sônica. A noite formal começou por volta de 20:15 com uma conversa de Caio Marques com o jornalista Guga Azevedo. Caio falou para o público presente sobre sua trajetória, reverenciou ídolos locais e elogiou a atitude musical da cidade no momento. “Eu sou da época punk rock  em Curitiba e naqueles tempos ninguém sabia tocar. As novas bandas sabem tocar muito melhor do que na minha época mas precisam fazer mais shows ao vivo. Todo músico precisa tocar ao vivo.”

Uma das pessoas presentes na platéia, a designer gráfica e ilustradora Daniela Baumguertner revelou que o show a motivou a conhecer mais o trabalho de Caio Marques. “Eu só escutava uma música do Caio no Myspace e depois do show sei que vou escutar outras músicas que  achei ótimas.” – http://www.myspace.com/caiomarquesMais fotos

Curitiba Sônica continua, na próxima semana (26), com o show da banda Alameda. Quem aparecer poderá conferir o cenário exclusivo criado por Guilherme Caldas (Candyland) para um ótimo espaço público no centro histórico da cidade. A entrada é franca.

Sobre o show

Caio Marques é praticamente um trovador moderno e urbano. Letras que transbordam dilemas contemporâneos bem comuns, inusitados pontos de vista e várias referências pop. Sagacidade. Esse era o clima da primeira edição do Curitiba Sônica, com Caio Marques e banda tocando faixas de seus dois trabalhos (o disco homônimo de 2006 e “Cidade Vazia” de 2009), além das composições inéditas que estarão no EP a ser lançado pelo Curitiba Sônica.

O formato da apresentação é bem simples e eficiente. Caio toca violão e guitarra, com Rafael Martins no baixo e Felipe Akel operando as bases eletrônicas e toda a cozinha virtual para sustentar a salada de estilos e sacadas nas letras. Assim fica fácil entender porque essas músicas foram parar em jornais britânicos e rádios nova-iorquinas; não é qualquer um que consegue utilizar o funk carioca, folk, rock, samba e bossa nova (com pitadas de hip hop) sem se perder pelo caminho. O músico e compositor curitibano tira isso de letra, ainda é um ótimo guia para os primeiros ouvidos que prestam atenção em seu trabalho.

Experiência ele tem, e muita (integrante do Frutos Madurinhos do Amor, Bad Folks e Gente Boa da Melhor Qualidade), e não faltam campos musicais a serem explorados.  Agora é só esperar e conferir o EP.

2 Comments »

  • karen diz:

    Curitiba Sônica me surpreendeu, cenário, equipe unida jamais será vencida, parabéns, mêmo!

  • bddb diz:

    como assim, sabe muito ou nada ? pretensioso isso

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